Você sabia que existem grupos diferenciados entre aquelas pessoas que não ingerem alimentos de origem animal? Até bem pouco tempo, quando alguém dizia não se alimentar de carnes, os mais leigos consideravam apenas o vegetarianismo.

O fato é que dentro desse universo existem quatro grandes grupos — flexitarianismo, vegetarianismo, plant-based e veganismo — com características similares, mas particularidades independentes.

Neste post trazemos as principais características e diferenças desses estilos alimentares, para ajudar você, que se identifica de alguma forma e está em busca de mais informações, a compreender melhor a mudança de hábitos e o todo o bem que faz para a vida de quem se propõe a ela!

Grupos: diferenças, origem, hábitos alimentares e ideologias

A alimentação rege muita coisa no nosso corpo, funções importantíssimas do organismo são reguladas por aquilo que comemos. Certamente, “você é o que você come” e sua condição de saúde e bem-estar está vinculada aos seus hábitos alimentares.

Entretanto, há questões ideológicas que também influenciam algumas pessoas no momento de comer e até mesmo no seu modo de vida. Tendências alimentares e filosóficas pautadas no respeito aos animais têm sido popularizadas atualmente

Antes dos detalhes que caracterizam cada um dos grupos citados quanto à origem, os hábitos e a ideologia, veja as principais diferenças entre eles.

Diferenças

Flexitarianismo

A esse grupo pertencem aqueles que estão abandonando os hábitos de consumo dos alimentos de origem animal, ou seja, fazendo a transição para o vegetarianismo.

São pessoas que consomem esses alimentos em menor quantidade e substituem a maior parte por alimentos de origem vegetal.

Vegetarianismo

Esse grupo de pessoas que não consomem carne, mas que podem ou não admitir os derivados, é subdividido em outros três grupos, que você precisa conhecer para saber distinguir e entender seus conceitos:

  • Ovolactovegetarianos – dieta com o consumo de laticínios e ovos, mas nenhuma carne como o boi, o porco, frango, peixe ou frutos do mar;
  • Lactovegetarianos – dieta sem o consumo de ovo ou qualquer tipo de carne, mas que mantém laticínios no cardápio;
  • Vegetarianos estritos – dieta sem consumo de qualquer alimento de origem animal.

Veganismo

O veganismo vai além da dieta e dos alimentos, não admitindo nada que seja de origem animal, seja vestuário, produtos de limpeza, beleza e entre outros itens.

Plant-based 

Como no veganismo, as pessoas incluídas nesse grupo têm uma dieta à base de vegetais e alimentos 100% na sua forma natural, ou seja, que não tenha sido refinada ou processada. E, além disso, um estilo que prioriza a sustentabilidade no planeta.

Origem

Você já se perguntou quando surgiu o hábito de não consumir alimentos de origem animal? Se você está de passagem por esse post pesquisando sobre o assunto, vai gostar de conhecer onde e como nasceu essa decisão em tantas pessoas.

Os primeiros humanos se alimentavam majoritariamente de frutas e outros vegetais. Foi nas civilizações antigas do oriente que o vegetarianismo começa seu caráter ideológico.

A sacralização dos animais na Índia e o budismo no Japão traziam o vegetarianismo para uma esfera religiosa. Na China, alguns imperadores incentivavam o vegetarianismo entre seus súditos, com um caráter político.

No ocidente

O início da ideologia vegetariana no ocidente é associado ao filósofo e matemático Pitágoras. Sua escola pregava a pureza dos hábitos cotidianos, a fim de alcançar o aperfeiçoamento espiritual, portanto, era terminantemente proibido o consumo de carnes.

Para Pitágoras e seus discípulos da escola de Crotona, é impossível manter um aperfeiçoamento espiritual sem demonstrar compaixão aos outros animais, daí sua abstenção das carnes.

Uma vertente mais recente

O veganismo, por sua vez, se desponta como uma vertente mais nova do vegetarianismo. As primeiras ideias surgiram no século XX, na Inglaterra, com o marceneiro Donald Watson, secretário da Sociedade Vegetariana de Leicester.

Em 1944 ele se incomodou com o fato de vegetarianos consumirem leite, cuja extração causa danos à qualidade de vida das vacas. Sua ideologia foi popularizada entre a comunidade devido a uma infecção das vacas inglesas por tuberculose em 1945.

Plant-based

Podemos dizer que esse estilo existe desde os primórdios da civilização, pois os herbívoros já se alimentavam unicamente das plantas in natura. Acontece que a evolução começou a admitir outros estilos alimentares, incluindo a carne, os ovos, leite, processados ou não.

Com a força alcançada pelo vegetarianismo e também pelo veganismo, o estilo plant-based vem ganhando cada vez mais adeptos que se alimentam, prioritariamente, de vegetais sem nenhum refinamento ou processamento em sua preparação. 

Hábitos alimentares

Existem escalas de vegetarianismo, que correspondem às necessidades fisiológicas e ideológicas daqueles que assumem a dieta. Claro que todos excluem a carne do cardápio e incluem vegetais, sobretudo, que compensem os nutrientes necessários ao organismo.

Os ovolactovegetarianos consomem ovos e laticínios, enquanto os lactovegetarianos cortam os ovos da dieta. Os vegetarianos estritos não se alimentam de ovos nem de leite, porém consomem mel.

Por sua vez, os veganos excluem todos alimentos de origem animal, ressaltando sempre sua identidade política e ideológica no que diz respeito aos direitos dos animais e extrapolando a esfera alimentar.

A proteína é um nutriente de extrema importância na manutenção da função estrutural do nosso organismo. A crença de que sua maior fonte de concentração é a carne vem caindo por terra com a apresentação de estudos que comprovam que os alimentos vegetais combinados são, além de ricos em proteína, muito mais saudáveis.

Portanto, os vegetarianos estritos, os veganos e os plant-based são agraciados por vegetais com grande riqueza de proteína, bem como cálcio, ferro, zinco, ácidos graxo e ômega 3 que compõem boa parte dos pilares da estrutura responsável por manter a saúde orgânica.

Ninguém precisa comer carnes ou derivados de alimentos de origem animal para se sentir bem e saudável, por isso, cada vez mais, as pessoas têm se interessado em identificar esses alimentos e considerar a adoção de um novo estilo.

O cardápio é vasto, mas vamos listar alguns alimentos, vinculados ao nutriente para que você tenha ainda mais ciência do papel e do poder dos vegetais na dieta de quem elimina carnes e derivados de origem animal, das suas refeições diárias.

Proteína

Ervilha, espinafre, feijão carioca, quinoa, grão-de-bico, lentilha, soja, castanha de caju, tofu, sementes de linhaça, sementes de abóbora, sementes de chia, brócolis, couve-flor, aspargo, agrião, couve.

Cálcio

Folhas verde-escuras, oleaginosas, leguminosas, brócolis, frutas como açaí, banana, mamão.

Ferro

Folhas verde-escuras (agrião, couve, cheiro-verde, taioba), leguminosas (feijões, lentilha, grão-de-bico, ervilha), os grãos integrais, oleaginosas (nozes e castanhas), melado de cana-de-açúcar, rapadura, açúcar mascavo.

Zinco

Cereais integrais, castanhas, feijão, lentilhas, ervilha, grão de bico, nozes, castanhas, amêndoas, óleos vegetais (girassol, gérmen de trigo, milho, canola).

Ácidos graxo

Óleos vegetais, frutos de palmeiras (açaí, tucumã e buriti), azeite de oliva, óleo de canola,

Oleaginosas (nozes, amêndoas, castanhas), abacate, amendoim.

Ômega 3

Nozes, castanhas, amêndoas, semente de linhaça, semente de girassol, soja, abacate, óleo de canola, azeite.

À exceção dos adeptos ao plant-based, para todos os outros grupos já existem no mercado opções com as combinações e porcionamentos ideais para suprir a ausência desses nutrientes encontrados nos alimentos de origem animal. 

Ideologias

Questões ligadas aos direitos dos animais são relativamente recentes, e a ideia do veganismo está diretamente associada a esse posicionamento político. Trata-se de um vegetarianismo restrito, consumindo apenas alimentos de origem vegetal. Ou seja, leite e seus derivados, ovos e até mesmo mel estão cortados.

O veganismo é entendido como um estilo de vida. Não se trata apenas de não comer nada de origem animal, mas de mudar todos os hábitos de consumo que envolvam a exploração de animais — uma filosofia que prega o respeito aos seres vivos em todas as esferas.

Além da compaixão pelos animais, o entendimento de que não é necessário se alimentar de produtos que tenham origem animal, se conecta aos movimentos de preservação do meio ambiente, enfraquecendo a atuação nociva de indústrias do ramo.

A produção de carne vermelha, por exemplo, causa um prejuízo ambiental muito maior do que a produção de outras carnes e derivados ou produção de vegetais. Há tempos o Greenpeace chama a atenção para a emissão de gases poluentes que aceleram os efeitos do aquecimento global e pede a redução do consumo de carne vermelha.

Esse tipo de produção, desenfreada e irresponsável, coloca em risco a saúde do planeta e sua conservação para as gerações futuras. Um dos meios mais efetivos de combater seu avanço é consumindo menos alimentos e produtos resultantes da prática.

A conscientização e a ideologia se unem em prol de um bem-estar coletivo e mostram motivos ainda mais nobres para a mudança de hábitos alimentares e inclusão permanente dos vegetais nas refeições em substituição das carnes e outros derivados.

Alternativa para substituição da carne

A Superbom é uma empresa que tem essa consciência e por isso, há 95 anos se compromete em produzir alimentos saudáveis para um público adepto do veganismo e vegetarianismo, preocupado com as questões de saúde, compaixão animal e preservação do meio ambiente.

Nossa empresa tem a missão de promover a transformação na vida das pessoas ao contribuir para a transformação dos seus hábitos alimentares. Cada produto é pensado e preparado com todo o cuidado na composição dos nutrientes.

O catálogo de produtos é vasto, incluindo sucos, geleias, proteínas, queijos, pratos prontos, méis, snacks de frutas, maionese e melado, além de creme de amendoim e cevadas.

Muitas pessoas se encontram na fase do flexitarianismo e optando por eliminar a carne das refeições, não por rejeitarem o sabor e textura, mas por não compactuarem com a submissão dos animais ao sofrimento para servir à mesa humana.

Para esse grupo e todos os outros que já eliminaram os alimentos de origem animal de seus pratos, oferecemos uma linha completa de carnes vegetais, produzidas à base de ervilha e muito saborosas, inclusive, para quem não tem tempo de preparar as refeições diariamente. Veja algumas opções:

  • Frango Vegano em pedaços à base de ervilha;
  • Steak à base de ervilha sabor peixe;
  • Steak vegano sabor legumes;
  • Coxinha vegana;
  • Frango ovolactovegetariano à base de ervilha;
  • Linguiça defumada à base de ervilha;
  • Salsicha vegetal;
  • Molho bolonhesa vegetariano;
  • Burguer à base de ervilha;
  • Almôndegas ao molho sugo à base de proteína de soja.

O objetivo é levar uma contribuição de praticidade e sabor, respeitando os públicos e suas preferências. Sabemos que mais e mais, cresce no Brasil o número de adeptos a um estilo de vida mais saudável e livre do consumo de produtos de origem animal.

Portanto, seja qual for o seu estilo — flexitarianismo, vegetarianismo, veganismo ou plant-based, certamente, nossos produtos vão agradar ao seu paladar e ajudar na disseminação de uma alimentação com produtos saudáveis e mais muito saborosos.

Agora que você já conhece as principais diferenças entre o flexitarianismo, o vegetarianismo, o veganismo e o plant-based que tal deixar um comentário neste post, compartilhando conosco a sua experiência e vivência em um desses estilos?

Confira as dicas de como melhorar os hábitos cotidianos e quais são as recomendações para se tornar vegetariano de forma equilibrada e consciente no Guia Completo Para Um Vegetariano.

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