Que a soja contém um alto índice de proteína, isso é verdade, mas vamos procurar saber até onde vão os seus benefícios e onde começam os riscos.
A soja é rica em fitoestrógenos, hormônios que também são encontrados em plantas e que são semelhantes aos hormônios humanos. Os fitoestrógenos podem se unificar de forma deficiente aos receptores de estrógeno corporal e para pessoas que sofrem com tumores sensíveis a estrógenos, por exemplo, o câncer de mama, não é recomendado estimular esses receptores.
Já as mulheres que na menopausa não produzem mais a mesma quantidade de estrógeno que algum dia já produziu, podem ser beneficiadas com este aumento hormonal.
O consumo da soja é uma questão de moderação, tudo o que é demais faz mal e com a soja não é diferente, pois o consumo em excesso pode causar efeitos colaterais e prejudicar os órgãos reprodutivos e a tiroide, além baixar o apetite sexual de homens e mulheres.
Mas muita calma, a soja não se resume apenas em malefícios, ela contém propriedades antioxidantes e previne o câncer. O Japão tem a menor taxa de câncer de mama, próstata e útero devido ao consumo de soja. Ela ainda é rica em vitamina E, que combate o envelhecimento precoce, saponina que combate à esclerose das artérias, fibras que ajudam a regular o funcionamento do sistema digestivo, cálcio que fortalece os ossos e a lecitina, que ativa as células do cérebro.
Tanto os benefícios, quanto malefícios da soja são comprovados cientificamente, então evite o exagero e o excesso. É possível buscar outras fontes de proteína, como por exemplo, os legumes, além disso, um cardápio variado pode proporcionar mais satisfação e saúde ao seu corpo.
Cuide de sua saúde e tenha uma alimentação balanceada!



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De fato, tudo que é exagero faz mal e não seria diferente com a soja. Hoje os derivados da soja são muitos difundidos como alternativa para “carnes” vegetarianas, o que acaba por se criar uma (quase) dependência para os vegetarianos mais desavisados. Felizmente outras leguminosas são tão proteicas quanto a soja, tais como grão de bico, lentilhas, feijões, favas etc. É bom lembrar que todos esses vegetais se beneficiam da fermentação leve, que quebram os excessos fitatos, bastando muitas vezes deixar de molho por 12 horas antes do preparo (as vezes até mais dependendo da temperatura ambiente). Dessa forma, a digestibilidade e a concentração de vitaminas aumenta exponencialmente.
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